Nossa história

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sábado, 26 de maio de 2012

Histórias daquele tempo - A Bomba de Hiroshima



A Bomba de Hiroshima

Magali, como sempre, nos ajudando com novas histórias. Esta, a princípio cândida, vai demonstrar o quanto somos explosivas...rs

Era hábito em certas épocas do ano, a promoção de retiros espirituais para a nossa formação religiosa, já que o colégio se destinava também a este tipo de educação, da qual nossos pais muito se orgulhavam.

Era a casa do Retiro São Francisco. Estávamos lá. Em retiro, em contrição, meditando e elevando nossos pensamentos. Depois de um dia de longa rotina, havia uma grande reunião para meditar, cuja condução cabia a Irmã Hermínia e Padre Hamilton.

Neste dia, jantamos uma parcimoniosa sopa de cebola. Algumas repetiram o prato, dentre elas, acreditamos, que Lindaiá estivesse incluída, não duvidamos. Passamos em seguida para um salão, onde já nos aguardavam cadeiras confortáveis, arrumadas em círculo, para que pudéssemos dar início à meditação.

Magali estava sentada ao lado de Lindaiá e Padre Hamilton então, solicitou que fechássemos os olhos e nos concentrássemos. Naquele momento, tudo era envolvido por uma aura mágica, quase levitávamos de tão concentradas.

Nesse estado de torpor, ouvimos um barulho estrondoso, capaz de abalar as estruturas da sala onde estávamos a meditar. Magali, assustada, ainda confusa, demorou a sair do torpor e aos poucos, imaginou que Lindaiá havia levado um tombo, caindo da cadeira. Ao abrir os olhos, nossa amiga olhou atentamente para Lindaiá, que permanecia imóvel, sem ao menos olhar para os lados.

O quadro era o seguinte: Irmã Hermínia paralisada, roxa de vergonha, Padre Hamilton, de cabeça baixa, sacudia os ombros, numa convulsão de risos e as demais colegas olhavam atentamente para Lindaiá e esta, calada, se limitava a ignorar a situação.

Aí, entendemos tudo. Lindaiá havia soltado um "PUM". Uma verdadeira bomba, apelidada depois como A Bomba de Hiroshima. Toda concentração acabou ali - nossos mestres não tinham a menor condição de dar continuidade à meditação, suspendendo a reunião.

Todas nós, saímos do recinto nos contorcendo de tanto rir. Saímos aos bandos para o quarto de Magali e Lindaiá, para gargalhar. Caímos no chão descontroladamente. Rejane precisou sentar na lata de lixo, fazendo xixi de tanto rir. Não sabemos quanto tempo ficamos nesse descontrole, apenas lembramos que as freiras do Retiro precisaram nos dispersar, para que nos recolhêssemos.

Essa foi de matar!

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