Nossa história

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Histórias daquele tempo - Essa morena...



Essa morena...

Gracinha, obrigada por mais uma história. Já éramos mais mocinhas. Curso Pedagógico, no auge da vaidade, mas não menos espevitadas. 

Lindaiá era um exemplo vivo do que falamos. No esplendor da sua beleza morena, realçada pela maquiagem bem elaborada, sombra colorida, rímel nos cílios já longos e os olhos normalmente buliçosos e sedutores, brilhavam ainda mais, um brilho especial ( Cristóvão era o motivo do brilho extra).

Mas... Ela despertava paixões, como aconteceu com o Prof. Ivan, nosso mestre de Português, por sinal um ótimo professor e um gentleman... Acontece que ele era observado sem saber...E vivenciávamos o esforço que ele fazia para se conter diante de nossa amiga Lindaiá.

Um belo dia, ele pisou na bola, deixando à mostra os seus sentimentos e intenções... Aliás, ele pisou mesmo foi no tomate...rs

Meio de aula. Todas concentradas. Assunto fascinante: O livro Mar Morto de Jorge Amado. Professor Ivan, faz um resumo da caracterização dos personagens, começando, é claro, por Guma e Lívia. De repente, começa a deitar falação sobre Rosa Palmeirão, não desgrudando os olhos de Lindaiá. A Rosa Palmeirão descrita por ele era uma mulher deslumbrante, mulher do tipo que faz história. Bonita, valente, de uma morenice cor de chocolate ( nunca esqueceremos a metáfora, pois não está no livro), atraindo todos os olhares. Morena boa de briga e de cama, não negava fogo em nenhuma das duas circustâncias.

Gracinha então, levantou o dedinho e matreiramente, por pura malícia, perguntou se Rosa Palmeirão não era uma prostituta. Ele ficou vermelho como um tomate. Caiu das nuvens no chão e quase infarta. Sua resposta foi ímpar... Ressaltou que o importante na personagem era a sua coragem, sua beleza e o fato das suas aventuras terem inspirado um livro, o ABC de Rosa. Completou que a alcunha de Rosa Palmeirão tinha nascido do fato dela carregar sempre no decote uma flor do mesmo nome.

A aula terminou com o nosso mestre cabisbaixo, como nunca foi...

Essa morena fazia sucesso...


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